Sem grandes expectativas, fui ver "Minhas mães e meu pai". Vi vários comentários, alguns positivos, alguns negativos, isso me deixou curioso, e só. A premissa do filme chama atenção, por se tratar de uma minoria injustiçada: os homossexuais. Trata-se de um casal de lésbicas que tem dois filhos, do mesmo doador de esperma. Dezoito anos depois, os filhos decidem conhecer seu gerador. E esse é o começo do filme.
Um filme desse gênero só podia dar certo com uma mulher na direção. Quem assume por aqui é a pouco conhecida, também roteirista, Lisa Cholodenko, que deixa a película neutra, assim como o doador de esperma, interpretado por Mark Ruffalo, que não mostra nada de diferente do que ele ja mostrou em outros filmes. Agora, as mães, interpretadas por Juliane Moore e Annete Benning, merecem uma salva de aplausos.
É dificil falar sobre "Minhas mães e meu pai", pois, mesmo sendo "diferente", se fossem usados casais tipicos (homem e mulher), a pelicula correria da mesma maneira. Acho que por isso o filme não tem tanto destaque, faltou alguma coisa. O mesmo acontece com o desfecho final do filme, que podia trazer alguns suspiros para a platéia, mas acaba caindo na mesmice de sempre.
"Minhas mães e meu pai" se mostra simples e correto, mas quando acaba, sentimos que faltou algo. Algo que podia ter feito toda a diferença, e talvez por isso, o filme acaba não sendo tão grande quanto deveria.
Destaque para a trilha sonora, composta por MGMT, Cansei de ser sexy, David Bowie e muitos outros.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
1
Minhas mães e meu pai
Marcadores:
Coluna do César
domingo, 14 de novembro de 2010
0
.. mas o que eu fiz no cinema foi "comer, bocejar e dormir".
O filme é baseado na experiência de vida de Elizabeth Gilbert, que logo em seguida escreveu um livro que vendeu mais de 4 milhões de cópias. Conta do dia em que Lizz não se sente mais feliz, não consegue se "encontrar", então, logo após divorciar-se, sai viajando por um ano com destino à Itália, Índia e Indonésia.
Tudo bem, parece ser uma história legal para ser contada em um livro, mas passado para as telonas, ficou tão desnecessário quanto gravar um novo Batman em 3D. A narração do filme cansa, a trilha sonora, como meu amigo me disse em um momento do filme: "Que trilha sonora chata! Me dá sono." e eu respondi: "Não é só a trilha sonora que esta me fazendo dormir." e a Julia Roberts ta precisando de um descanso, por que olha, não gostei nada do que eu vi por parte dela. Certa hora até confundi com a Sandra Bullock, desde que as duas são atrizes, um tanto quanto regulares, não conseguem mudar de expressão de filme para filme; são sempre os mesmos rostos.
Paguei o ingresso por um nome: Javier Bardem; e para o meu desprazer, o ator só aparece nos últimos minutos de filme. A fase do "amar" foi tão curta que o ator não teve espaço para demonstrar muita coisa.
Outra coisa que me inquietou de verdade, talvez por eu ser um pessimista de carteirinha, foi o fato de todos que Lizz conhece serem pessoas simpáticas e sempre dispostas a ajuda-la. E todos falam inglês. Olha, vou perguntar: "Pra que mundo você viajou? Por que né..."
Assumo que em certas partes do filme eu dei aquela risada breve, tão breve que os músculos faciais quase não se mexiam. Então eu tive que aguentar duas horas na cadeira, quase morrendo de tédio. E o que me perturbou, foi meu amigo dizendo: "Esse filme só serve para mulheres!" e logo em seguida, percebi que todas as mulheres, na saída do cinema, faziam comentários maravilhosos, como se o filme fosse uma obra de arte. Vou dizer pra vocês: não é uma obra de arte, e esta a quilômetros de ser. Então, para os mais críticos do gênero, passem longe.
Comer, rezar, amar
.. mas o que eu fiz no cinema foi "comer, bocejar e dormir".
O filme é baseado na experiência de vida de Elizabeth Gilbert, que logo em seguida escreveu um livro que vendeu mais de 4 milhões de cópias. Conta do dia em que Lizz não se sente mais feliz, não consegue se "encontrar", então, logo após divorciar-se, sai viajando por um ano com destino à Itália, Índia e Indonésia.
Tudo bem, parece ser uma história legal para ser contada em um livro, mas passado para as telonas, ficou tão desnecessário quanto gravar um novo Batman em 3D. A narração do filme cansa, a trilha sonora, como meu amigo me disse em um momento do filme: "Que trilha sonora chata! Me dá sono." e eu respondi: "Não é só a trilha sonora que esta me fazendo dormir." e a Julia Roberts ta precisando de um descanso, por que olha, não gostei nada do que eu vi por parte dela. Certa hora até confundi com a Sandra Bullock, desde que as duas são atrizes, um tanto quanto regulares, não conseguem mudar de expressão de filme para filme; são sempre os mesmos rostos.
Paguei o ingresso por um nome: Javier Bardem; e para o meu desprazer, o ator só aparece nos últimos minutos de filme. A fase do "amar" foi tão curta que o ator não teve espaço para demonstrar muita coisa.
Outra coisa que me inquietou de verdade, talvez por eu ser um pessimista de carteirinha, foi o fato de todos que Lizz conhece serem pessoas simpáticas e sempre dispostas a ajuda-la. E todos falam inglês. Olha, vou perguntar: "Pra que mundo você viajou? Por que né..."
Assumo que em certas partes do filme eu dei aquela risada breve, tão breve que os músculos faciais quase não se mexiam. Então eu tive que aguentar duas horas na cadeira, quase morrendo de tédio. E o que me perturbou, foi meu amigo dizendo: "Esse filme só serve para mulheres!" e logo em seguida, percebi que todas as mulheres, na saída do cinema, faziam comentários maravilhosos, como se o filme fosse uma obra de arte. Vou dizer pra vocês: não é uma obra de arte, e esta a quilômetros de ser. Então, para os mais críticos do gênero, passem longe.
Marcadores:
Coluna do César
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
1
Até esses dias, Kick-ass e Machete eram os filmes mais divertidos do ano, pra mim. Depois de ver Scott Pilgrim, percebi que estava errado, e esse sim, é o filme mais divertido e engraçado do ano. E vai ser difícil lançar algum que tire ele dessa posição.
A história, adaptada do HQ escrito por Bryan Lee O'Malley, narra a vida de Scott Pilgrim, que toca baixo em uma banda chamada Sex bob-omb, totalmente sustentado pelo seu amigo gay (qual até dividem a mesma cama) e mora em Toronto. Scott logo se apaixona pela garota mais "descolada" que acaba de se mudar pra cidade, Ramona. O que Scott não sabe é que pra ficar com a garota, ele vai ter que enfrentar os sete maléficos ex-namorados de Ramona.
Pra quem não viu a Hq, como eu, vai achar, pela sinopse, que não passa de mais um filme direcionado pro publico adolescente atual. Mas é bem diferente disso. Scott Pilgrim vai alegrar não só o publico adolescente, mas os geeks (que provavelmente já conheçam algo sobre a adaptação), principalmente, por suas referências aos quadrinhos e games.
As referências são visiveis, como quando Scott disputa com um ex-namorado, aparece um VS, indicando o combate; ou até mesmo a derrota de um ex-namorado, que logo se transforma em moedas. Até as musiquinhas que tocam no Zelda, quando Link encontra itens ou baus, tocam no filme; maravilhoso.
A edição é miraculosa. Uma das mais perfeitas que eu vi esse ano. As cenas de batalha, os cortes rápidos e alguns outros fatores, fazem do filme a adaptação mais divertida ja criada. O diretor de Scott Pilgrim é Edgar Wright ( o mesmo que dirigiu "Hot fuzz", "Shaun of the dead" e o fake trailer "Don't", que passa no projeto "Grindhouse" de Tarantino e Rodriguez.), o que explica muita coisa.
Michael Cera que estava muito bem em "Superbad" e "Juno", convence bastante como Scott Pilgrim, tambem. Não só Michael Cera como os outros personagens. É dificil não criar simpatia com a "Sex bob-bomb" ou com o amigo gay de Scott, interpretado por Kieran Culkin, que rouba a cena várias vezes.
Quando a projeção do filme inicia, a sensação que temos é de ter ligado um nintendo, e isso fica claro assim que o logo da Universal aparece em 8 bits. Depois disso, as referências aos jogos antigos são muitas, mesmo.
Para os geeks que ainda jogam Zelda, Super Mario, arcades e sabem que o símbolo "X" no braço de Scott é o mesmo do X-men, Scott Pilgrim pode entreter demais. Agora se você é dessa galerinha nova que acha pac-man uma perda de tempo, Far cry o melhor jogo já criado e pensa que Ben 10 é a maior curtição, acho melhor nem passar perto de Scott Pìlgrim, pois não vai entender metade das referências que o filme faz.
Obs: Só não entendo o por que de Scott Pilgrim não ter feito tanto sucesso quanto merecia, em sua estréia.
Scott Pilgrim contra o mundo
(Scott Pilgrim VS the world, 2010)
Até esses dias, Kick-ass e Machete eram os filmes mais divertidos do ano, pra mim. Depois de ver Scott Pilgrim, percebi que estava errado, e esse sim, é o filme mais divertido e engraçado do ano. E vai ser difícil lançar algum que tire ele dessa posição.
A história, adaptada do HQ escrito por Bryan Lee O'Malley, narra a vida de Scott Pilgrim, que toca baixo em uma banda chamada Sex bob-omb, totalmente sustentado pelo seu amigo gay (qual até dividem a mesma cama) e mora em Toronto. Scott logo se apaixona pela garota mais "descolada" que acaba de se mudar pra cidade, Ramona. O que Scott não sabe é que pra ficar com a garota, ele vai ter que enfrentar os sete maléficos ex-namorados de Ramona.
Pra quem não viu a Hq, como eu, vai achar, pela sinopse, que não passa de mais um filme direcionado pro publico adolescente atual. Mas é bem diferente disso. Scott Pilgrim vai alegrar não só o publico adolescente, mas os geeks (que provavelmente já conheçam algo sobre a adaptação), principalmente, por suas referências aos quadrinhos e games.
As referências são visiveis, como quando Scott disputa com um ex-namorado, aparece um VS, indicando o combate; ou até mesmo a derrota de um ex-namorado, que logo se transforma em moedas. Até as musiquinhas que tocam no Zelda, quando Link encontra itens ou baus, tocam no filme; maravilhoso.
A edição é miraculosa. Uma das mais perfeitas que eu vi esse ano. As cenas de batalha, os cortes rápidos e alguns outros fatores, fazem do filme a adaptação mais divertida ja criada. O diretor de Scott Pilgrim é Edgar Wright ( o mesmo que dirigiu "Hot fuzz", "Shaun of the dead" e o fake trailer "Don't", que passa no projeto "Grindhouse" de Tarantino e Rodriguez.), o que explica muita coisa.
Michael Cera que estava muito bem em "Superbad" e "Juno", convence bastante como Scott Pilgrim, tambem. Não só Michael Cera como os outros personagens. É dificil não criar simpatia com a "Sex bob-bomb" ou com o amigo gay de Scott, interpretado por Kieran Culkin, que rouba a cena várias vezes.
Quando a projeção do filme inicia, a sensação que temos é de ter ligado um nintendo, e isso fica claro assim que o logo da Universal aparece em 8 bits. Depois disso, as referências aos jogos antigos são muitas, mesmo.
Para os geeks que ainda jogam Zelda, Super Mario, arcades e sabem que o símbolo "X" no braço de Scott é o mesmo do X-men, Scott Pilgrim pode entreter demais. Agora se você é dessa galerinha nova que acha pac-man uma perda de tempo, Far cry o melhor jogo já criado e pensa que Ben 10 é a maior curtição, acho melhor nem passar perto de Scott Pìlgrim, pois não vai entender metade das referências que o filme faz.
Obs: Só não entendo o por que de Scott Pilgrim não ter feito tanto sucesso quanto merecia, em sua estréia.
Marcadores:
Coluna do César
domingo, 24 de outubro de 2010
14
Atividade Paranormal 2 é sem dúvida o filme de terror mais esperado do ano, afinal, o primeiro se tornou um fenômeno (com orçamento de US$ 11 mil, arrecadou US$ 62,5 milhões em todo o mundo). Quem não gostou do anterior, dificilmente vai ter qualquer empatia pelo segundo... Atividade Paranormal, ou você adora e acha apavorante, ou detesta e acha tosco. Particularmente, eu gosto bastante!
Atividade Paranormal 2 é menos assustador e mais intrigante que o anterior, tudo porque agora tem uma história, um porque dos fenômenos estarem acontecendo, e isso criou um zona de conforto para espectador, que se deparou com uma história mais bem desenvolvida. Dessa vez, o medo dos personagens ficaram mais em evidência, ao invés de simplesmente mostrá-los dando gritos pela casa. Vale muito a pena assistir ao filme, e com certeza, vem mais Atividade Paranormal por aí.
Atividade Paranormal 2
(Paranormal Activity 2, 2010)
Atividade Paranormal 2 é sem dúvida o filme de terror mais esperado do ano, afinal, o primeiro se tornou um fenômeno (com orçamento de US$ 11 mil, arrecadou US$ 62,5 milhões em todo o mundo). Quem não gostou do anterior, dificilmente vai ter qualquer empatia pelo segundo... Atividade Paranormal, ou você adora e acha apavorante, ou detesta e acha tosco. Particularmente, eu gosto bastante!
Diferente do primeiro, que era protagonizado por um casal, a sequência dessa vez reúne uma família completa; pais, um bebê e uma adolescente... não podemos esquecer do cachorro. Após chegar em casa e encontrá-la toda revirada, Kristi (Sprague Grayden) e Daniel (Brian Boland) decidem instalar câmeras de segurança em vários cômodos e do lado de fora, e como não podia deixar de faltar, eles gostavam de filmar o dia a dia da família. Após algum tempo, coisas estranhas começam a acontecer.
O ambiente agora é outro; com mais pessoas em cena, certamente o filme ficou mais dinâmico. Mas isso não diminuiu a ansiedade do espectador em querer levar sustos e ver algo acontecer. O diferencial de Atividade Paranormal 2 é, que agora, o público vai ficar louco procurando por algo em todo canto da tela, ficando mais tenso do que assustado se algo realmente acontecer. Ao final, contabilizando, eu levei no máximo 3 sustos. Ao contrário do primeiro!
O trailer não adianta muita coisa, e nem poderia, porque a direção teve uma sacada maravilha e... SPOILER (não leia o restante do parágrafo, se não quiser) juntou os dois filmes. Sim, a Katie, namorada do Micah que morre ao final de Atividade Paranormal 1, é irmã de Kristi e aparece na sequência. Pelo contexto, a história do segundo filme ocorreu primeiro, ou seja, os “maus espíritos” atormentaram a família de Kristi antes de irem atrás de Katie. Grande sacada! Já o final, horrível.
Atividade Paranormal 2 é menos assustador e mais intrigante que o anterior, tudo porque agora tem uma história, um porque dos fenômenos estarem acontecendo, e isso criou um zona de conforto para espectador, que se deparou com uma história mais bem desenvolvida. Dessa vez, o medo dos personagens ficaram mais em evidência, ao invés de simplesmente mostrá-los dando gritos pela casa. Vale muito a pena assistir ao filme, e com certeza, vem mais Atividade Paranormal por aí.
SPOILER Me expliquem como aquele bebê subiu novamente no berço quando “forças sobrenaturais” o tiraram de lá? Duvido muito que, após ter voltado ao quarto, o mau espírito camarada o tenha colocado de volta!
Por: Denise Carvalho
Por: Denise Carvalho
Marcadores:
Coluna da Denise
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
3
“Brilho de uma paixão” é um presente para os românticos e apreciadores de longas que cultuam o amor. John Keats (1795-1821) foi um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra, que viveu para sua poesia e amou ardentemente Fanny Brawne (1800-1865), sua musa. Muita gente pensa que “Brilho de uma paixão” é uma adaptação literária, mas não é. O filme é baseado na vida de John Keats, só que, sob o ponto de vista de Fanny.
Brilho de uma paixão
Bright Star (2009)
“Brilho de uma paixão” é um presente para os românticos e apreciadores de longas que cultuam o amor. John Keats (1795-1821) foi um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra, que viveu para sua poesia e amou ardentemente Fanny Brawne (1800-1865), sua musa. Muita gente pensa que “Brilho de uma paixão” é uma adaptação literária, mas não é. O filme é baseado na vida de John Keats, só que, sob o ponto de vista de Fanny.
A história se passa na Inglaterra em 1819, Fanny (Abbie Cornish) e Keats (Ben Whishaw) eram vizinhos e apenas uma parede os dividia. Fanny era muito sociável e passou a visitá-lo com frequência, chegando até a pedi-lo que a desse aulas sobre poesia. Esse não é o tipo de filme que usa como muleta certas expressões que esfregam na cara do espectador que logo logo eles vão se apaixonar. Tudo acontece naturalmente, tanto que fica dificil perceber onde a relação dos dois começou. Cada encontro era como se fosse o primeiro. “Brilho de uma paixão” é inocente, delicado e apaixonante.
Seria muito fácil rechea-lo de clichês, afinal, o amor de ambos só não foi consumado porque Keats morre aos 26 anos de tuberculose... Mas, a vencedora do Oscar Jane Campion se arriscou numa história que, previamente, agradaria apenas aos ingleses e amantes da poesia, e inovou o gênero (que está bastante saturado por sinal).
Podemos dizer que os poemas tornaram-se os protagonistas do longa, sendo que cada palavra que Fanny e Keats trocavam, fazia menção à alguma obra e procurava sempre expressar o amor que sentiam um pelo outro. “Brilho de uma paixão” é um ótimo romance/drama, e possui, sem dúvida, uma fotografia impecável!
Curiosidade: Carta que John Keats escreveu para Fanny Brawne quando estava na Itália.
Por: Denise Carvalho
Por: Denise Carvalho
Marcadores:
Coluna da Denise
terça-feira, 19 de outubro de 2010
0
Confesso que fiquei com frio na barriga quando aluguei esse filme, mas depois a sensação passou, afinal estamos falando de Woody Allen. Resultado: fiquei apaixonada pela sequência de esquetes - pra não falar filme.
“Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” (1972) é pouco convencional, e serviu para testar a capacidade do diretor como o gênio da comédia. Posso estar sendo pretensiosa, mas ele é um dos poucos que consegue lidar com o gênero de uma forma inteligente e sem vulgarizar. Baseado no livro homônimo de David Reuben, a película tem a missão de tirar dúvidas sobre sexo.
Considerando que sua produção se deu nos anos 70, os questionamentos podem parecer banais aos olhos de hoje. O que é sodomia? Os afrodisíacos realmente funcionam? Porque algumas mulheres não chegam ao orgasmo? Essas são algumas das perguntas que dão origem as esquetes – que ao total são sete - desde o bobo da corte tentando abrir o cinto de castidade da rainha, interpretada por Lynn Redgrave, a espermatozóides refletindo sobre a famosa corridinha até o óvulo.
Antes de se aventurar nessa bomba de irreverência proposta por Allen, certifique se você está realmente interessado, porque é preciso muita malícia e senso de humor para se encantar por essa produção. “Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” é engraçado, constrangedor e exagerado, diferente de tudo o que Woody Allen já produziu.
Ficha Técnica
Direção: Woody Allen
Educação sexual às avessas
Confesso que fiquei com frio na barriga quando aluguei esse filme, mas depois a sensação passou, afinal estamos falando de Woody Allen. Resultado: fiquei apaixonada pela sequência de esquetes - pra não falar filme.“Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” (1972) é pouco convencional, e serviu para testar a capacidade do diretor como o gênio da comédia. Posso estar sendo pretensiosa, mas ele é um dos poucos que consegue lidar com o gênero de uma forma inteligente e sem vulgarizar. Baseado no livro homônimo de David Reuben, a película tem a missão de tirar dúvidas sobre sexo.
Considerando que sua produção se deu nos anos 70, os questionamentos podem parecer banais aos olhos de hoje. O que é sodomia? Os afrodisíacos realmente funcionam? Porque algumas mulheres não chegam ao orgasmo? Essas são algumas das perguntas que dão origem as esquetes – que ao total são sete - desde o bobo da corte tentando abrir o cinto de castidade da rainha, interpretada por Lynn Redgrave, a espermatozóides refletindo sobre a famosa corridinha até o óvulo.
Antes de se aventurar nessa bomba de irreverência proposta por Allen, certifique se você está realmente interessado, porque é preciso muita malícia e senso de humor para se encantar por essa produção. “Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” é engraçado, constrangedor e exagerado, diferente de tudo o que Woody Allen já produziu.
Ficha Técnica
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Ano de lançamento: 1972
Elenco: Burt Reynolds, Lynn Redgrave, Woody Allen,Tony Randall, Louise Lasser, Gene Wilder
Marcadores:
Coluna da Denise
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
0
Os clássicos do romance
Para quebrar um pouco o clima - depois de tantas postagens sobre terror e suspense – indico a vocês 3 filmes que até hoje fazem nosso coração bater mais forte. Foi difícil fazer essa seleção, afinal, são tantos os que merecem destaque. Portanto, escolhi meus favoritos!

Nenhum outro filme é capaz de melhor representar o amor no cinema como em Casablanca. Durante a Segunda Guerra Mundial, Rick (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman) retomam um romance mal resolvido que havia começado em Paris. É impressionante como um filme de quase 70 anos ainda consegue nos emocionar tanto. Só vendo para enxergar a verdadeira essência dessa marco do cinema. (Trailer)
Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961)

Baseado num romance de Truman Capote, Bonequinha de Luxo é envolvente e sedutor. Holly Golightly é uma garota boêmia que leva a vida descompromissadamente, sobrevivendo de presentinhos de admiradores. Paul, interpretado por George Peppard é seu vizinho, com quem ela cria fortes laços de amizade, que mais tarde resultarão numa das cenas mais belas do filme - quando Hepburn e George se beijam na chuva ao som de Moon River. Audrey Hepburn nunca esteve tão deslumbrante, impossível não se apaixonar pela obra! (Trailer)
Aconteceu naquela noite (It happened one night, 1934)

Garota rica mimada foge de casa e jornalista desempregado encontra o furo perfeito. Quem disse que daí não pode surgir uma grande história de amor? Frank Capra e suas comédias marcaram a era de ouro do cinema e em 1934 ele produziu/dirigiu uma das comédias românticas mais ternas de todos os tempos. Vencedor do Oscar de melhor, filme, diretor, ator, atriz e roteiro, Aconteceu naquela noite consegue captar de uma forma divertida e apaixonante a cumplicidade que uniu os dois personagens. (Trailer)

Garota rica mimada foge de casa e jornalista desempregado encontra o furo perfeito. Quem disse que daí não pode surgir uma grande história de amor? Frank Capra e suas comédias marcaram a era de ouro do cinema e em 1934 ele produziu/dirigiu uma das comédias românticas mais ternas de todos os tempos. Vencedor do Oscar de melhor, filme, diretor, ator, atriz e roteiro, Aconteceu naquela noite consegue captar de uma forma divertida e apaixonante a cumplicidade que uniu os dois personagens. (Trailer)
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 105 minutos
Direção: Frank Capra
Roteiro: Robert Riskin, Samuel Hopkins Adams
Produção:Frank Capra, Harry Cohn
Elenco: Clark Gable, Claudette Colbert, Walter Conolly
Casablanca (1942)
Casablanca (1942)

Nenhum outro filme é capaz de melhor representar o amor no cinema como em Casablanca. Durante a Segunda Guerra Mundial, Rick (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman) retomam um romance mal resolvido que havia começado em Paris. É impressionante como um filme de quase 70 anos ainda consegue nos emocionar tanto. Só vendo para enxergar a verdadeira essência dessa marco do cinema. (Trailer)
Gênero: Drama
Duração: 102 minutos
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein e Howard Koch,baseado em peça de Murray Burnett e Joan Alison
Produção: Hal B. Wallis
Elenco: Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid,Claude Rains, Conrad Veidt, Sydney Greenstreet
Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961)

Baseado num romance de Truman Capote, Bonequinha de Luxo é envolvente e sedutor. Holly Golightly é uma garota boêmia que leva a vida descompromissadamente, sobrevivendo de presentinhos de admiradores. Paul, interpretado por George Peppard é seu vizinho, com quem ela cria fortes laços de amizade, que mais tarde resultarão numa das cenas mais belas do filme - quando Hepburn e George se beijam na chuva ao som de Moon River. Audrey Hepburn nunca esteve tão deslumbrante, impossível não se apaixonar pela obra! (Trailer)
Gênero: Drama
Duração: 115 minutos
Direção: Blake Edwards
Roteiro: George Axelrod, baseado em livro de Truman Capote
Produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen
Marcadores:
Coluna da Denise




