terça-feira, 26 de julho de 2011

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Cada ponto de vista é a vista de um ponto


"Uma prova de amor" além de provar que Cameron Diaz é mais do que um rostinho angelical também mostra que o sofrer é diferente para todo mundo. O filme é simplesmente fantástico. Para os sentimentais choro garantido do início ao fim sem grande esforço por parte das atuações e sem precisar de qualquer outra parte técnica. O filme fala por si só. Ele retrata a vida de uma família classe média que tem a filha do meio com leucemia, e segue tratando como este problema os cerca e como cada um lida com tudo em suas diferentes formas como convém a cada personagem de acordo com o que cada um sente.
O típico filme que trás a tona a frase: E a gente ainda reclama do que tem.
O fato é que devemos reclamar mesmo, porque cada um sabe do que precisa e a dor que está sentindo, seja ela qual for.
Uma prova de amor trás isso, personagens girando em torno de um único problema e cada um passando pelo mesmo de diferentes formas, cada um sabendo de sua dor e sem competitividade.
E o que é mais interessante nisso tudo é que o sofrimento humano exige platéia, com ou sem permissão, porque as pessoas sempre estarão por perto dando seus palpites. E não estou falando isso de forma pejorativa, as intenções sempre são as melhores. O mais dinâmico mesmo é que por mais que elas tentem nos ajudar nunca será o suficiente, por mais que elas tenham se aproximado do que esteja acontecendo, as dores são diferentes, os pontos de vista serão diferentes.
Elas citam fatos, livros, buscam aliviar mas nunca saberá de fato o que você está sentindo.
Em uma das últimas cenas do filme os parentes chegam no quarto onde Anna está com sua família e são os únicos a falar porque todo o resto sabe o que se passa, falar já não é o suficiente, talvez nem pensar seja mais... o negócio é deixar rolar.
Pois é.... o negócio é deixar rolar. Sou do tipo sofra, faça até um draminha, curta a deprê, se jogue no poço mas sabendo que lá no fundo haverá uma mola como diz a "querida" Adriane Galisteu. Eu sei que às vezes o drama é maior do que a gente acha que dá para aguentar, e tem gente que não aguenta mesmo, mas segurar a barra é preciso. Ninguém tem respostas para o que se passa. Ninguém sabe de verdade o que acontece. De todos os males de valor ao que você está passando. Pense. Repense. Sofra. Aprenda e continue, não há outra opção. Permita-se ser abraçado. Abrace. Ouça. Fale. Chore. E por mais que seja o único que sabe que o que sente de verdade considere tudo o que se passa ao redor. Sofrer sozinho é que não dá. E estacionar também não. Ninguém nunca disse que seria fácil.

domingo, 27 de março de 2011

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E dai que não consegui?!



Para mais um filme, mais uma escrita e mais clichês.
"O discurso do rei" me emocionou logo de início, mas de início mesmo. Assim que assisti ao trailer, devo dizer que alguma lágrima deve ter caido do meu rosto, mas tudo porque músicas mexem comigo e convenhamos, trailers normalmente são tocantes, suas músicas são as melhores, e por mais que o filme seja ruim a gente corre para ver só por causa daquele pequeno trecho publicitário que nos compra rapidamente. Algo que não aconteceu em "O discurso do rei".
Não irei comentar aqui partes técnicas porque dispensa, a não ser por Geoffrey Rush, que para mim, nunca deveria ter concorrido ao papel de coadjuvante neste Oscar 2011, claro que a indicação seria a protagonista mesmo, sem tirar Colin Firth que mereceu tudo o conquistou neste filme.
Mas.... como citei que iria falar sobre meu ponto forte, os clichês, cá estou.
Lionel Logue, homem sonhador, que busca ser um artista, pai de família e marido querido, um fonoaudiólogo, aparentemente normal. E seria normal se não fosse o que fosse naquele papel maravilhoso demonstrando que mesmo sem sonhos alcançados podemos conseguir façanhas muito melhores. Homem íntegro, que não desistiu nunca, nem dele e nem das pessoas ao redor. Sua técnica em sua profissão não eram exercícios mecânicos e estudados, mas sabedoria e atitudes que ele faria qualquer um levar para a vida inteira, fazendo a diferença.
Na cena em que Logue não passa no teste para ator é de partir o coração, mas tão logo passa a cena, não o vemos lamuriando o que não conseguiu. Como se ele pensasse assim: e dai que não vou conseguir o que quero? O mundo é grande demais com possibilidades maiores ainda que podem ser estudadas, buscadas e alcançadas. Talvez tenha se permitido por minutos se oprimir, mas logo o víamos de pé pronto para fazer o que devia fazer, sem perder o caráter e o bom humor, que por sinal era intacto neste filme. Às vezes acho que tomar este tipo de atitude deve ser muito mais difícil, uma vez que quando observamos mais pessoas desistem demonstrando que não buscar nada é muito mais fácil. E nem posso dizer que também não seja assim de vez em quando. Porém sábio é aquele que aprende a pratica, logo não quero ser uma tola.
Não quero dizer que devemos desistir de sonhar, mas sejamos realistas, algumas vezes devemos desistir de um sonho e buscar outro que esteja mais acessível ou mais compatível, tudo em prol da felicidade. Na verdade todos querem ser felizes mas é complicado demais buscar os meios, não?!
Bom.. não para Lionel e é dele que quero tirar alguma lição para a vida: sabedoria e atitude. Quem sabe não me torno assessor de um rei e no fim ganho medalhas ao mérito por ser quem fui e não aquilo que pensei que deveria ser... o mundo dá voltas.
Lionel Logue em 1930

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

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Continue a nadar....


Eu sei que o filme nem é tão novinho assim, mas sabe quando a experiência faz a pessoa?O que de praxe acontece com todo mundo.

Pois é.... Algumas experiências precisam acontecer umas dez vezes para cair a ficha. Isso aconteceu quando vi "Procurando Nemo" pela..... sei lá..... vigésima vez?!

Enfim.... O filme é lindinho, emocionante e blá blá blá... No entanto não foi apenas a deliciosa história e o cenário impecável e cheio de detalhes que me chamou a atenção. Foi uma das personagens mais divertidas e incríveis que já vi. Esses adjetivos todos são qualidades que depositei a Dory. Sem muitas explicações porque todo mundo já deve ter visto Nemo, e se não viu, está esperando o que?!

Vamos aos fatos:

Dory é uma peixinho que tem Amnésia, conversa com tubarões, brinca com águas vivas, luta contra peixes amedrontadores, não sabe que sabe ler e esquece que é poliglota, siiiiiiiim... ela fala “baleiês”.

A lição de tudo isso :

“Os loucos vivem mais do que os normais”. E por loucura leia-se pessoa fora do padrão (aquele que normalmente tentam impor). E a definição de viver aqui é o tal do Carpe diem, do viver a vida intensamente, sem pré definições do que se deve acontecer para que se viva de verdade. Sabe... “deixa a vida me levar, vida leva eu...”. Parto da idéia de que cada pessoa deveria criar seus próprios conceitos, a partir do momento que não obstrua ninguém e nem as leis que estão ai para que sejamos minimamente civilizados. Acredito que são nas diferenças que aprendemos muito mais.

Continuando a lição:

Dory era diferente e não estava nem ai, simplesmente sentia cada momento, ela possuía conhecimentos e utilizava-os apenas quando necessário, simples, que não buscava se sobressair e aceitava tudo e todos como eram, até tubarões que queriam comê-la, ela logo esquecia e prosseguia com tudo isso. Pequenina e estava pronta a explorar o oceano “imenso e azul” sem pensar nas possibilidades ruins do que poderia acontecer. Coragem acho que define muito bem isso, otimismo também. Louca? Talvez.... Mas muito mais feliz do que os outros considerados normais. Dory era assim porque tinha amnésia? Talvez....

Ela até poderia esquecer de certas coisas mas não do essencial, porque essencial “é aquilo que não se vê com os olhos” mas não dá para esconder, que sai de dentro para fora nos expondo e não tem como fugir, é aquele momento em que você dá a cara a tapa e todo mundo te conhece como é, e ela demonstrou possuir valores, era desprendida, companheira, amiga, intensa, otimista, corajosa, despreconceituosa e destas coisas não dá mesmo para esquecer quando se é de verdade.

Dory é uma vitoriosa, chegou onde queria e conquistou muito mais do que esperava, se tornando uma de minhas personagens preferidas atualmente.

Em momentos difíceis ela disse sabiamente “continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar, para achar a solução, nadar”. Olhe para frente. Possua amnésia, esqueça o que deve ser esquecido. Seja diferente. Fale estranhamente baleiês. Curta as pessoas, mesmo as que parecem ser incompatíveis. Brinque com tubarões. Aceite as diferenças. Pule numa água viva. Arrisque. Nade. E daí que você vai se machucar?! Todos precisam chegar a um lugar e ninguém chega a lugar nenhum sem escoriações.

Nade e chegue até lá se quiser encontrar a solução. Limpo, louco, cego, surdo e mudo, mas chegue lá e encontre a tal da solução.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

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Racismo e Cinema


Bill "Bojangles" Robinson (1878-1949), ator-dançarino, começou sua carreira no teatro. Na época, negros somente poderiam subir ao palco aos pares, pois como diziam na época "não dá para fazer palhaçadas sozinho". Também precisavam pintar de branco ao redor dos olhos e da boca e usar luvas brancas, para parecerem brancos pintados de preto. Ao ser contratado pela produção do show Blackbirds, Robinson disse que nunca mais subiria no palco com o rosto pintado.

A imagem abaixo é um exemplo de como atores negros precisavam se maquiar nas peças teatrais:


Em 1935, Robinson foi para Hollywood e inaugurou a entrada de um casal na história do cinema, Bill “Bojangles” e Shirley Temple, então com apenas 6 anos de idade e já consagrada queridinha dos americanos. A estréia da dupla aconteceu no filme "A Mascote do Regimento" (Little Colonel). As leis da época proibiam que um negro dançasse com uma mulher branca. Mas como Shirley era apenas uma criança, a Fox resolveu arriscar. A conexão entre os dois atores foi imediata. Shirley o chamava de "Uncle Billy" e ele passou a ser seu instrutor de sapateado. Durante os anos seguintes, trabalhariam juntos em vários filmes e se tornariam grandes amigos também fora da tela.


A cena da dança na escada em A Mascote do Regimento, polêmica para a época, mostra a dupla de mãos dadas enquanto dançam. O filme se passa durante a Guerra Civil Americana. A personagem da Shirley precisa passar algum tempo na casa do avô, fazendeiro e dono de escravos, enquanto sua mãe está doente. O filme fez enorme sucesso, mas a cena da dança na escada teve que ser cortada em alguns estados do sul. Embora a cena seja um marco inicial para o fim do racismo no cinema, o filme contém várias cenas consideradas racistas.


Shirley Temple e Bill Robinson em A Mascote do Regimento:


Essa cena foi um marco na carreira dos dois atores. Além do filme-biografia "Bojangles" (2001), sobre Robinson, também vi "Child Star: The Shirley Temple's Story" (1995). Os dois filmes refizeram a dança da escada na íntegra, mostrando a importância dessa cena para a carreira de ambos.

Parecia que um tabu havia sido derrubado, e que o racismo estava no fim. Porém, quando Bill Robinson foi cogitado para dançar com Eleanor Powell, as leis da época barraram o projeto. Robinson estreou vários outros filmes, e em alguns houveram cenas que precisaram ser cortadas antes do filme sair. Bojangles morreu em 1949, sua morte provocou grande comoção. O governo estadunidense oficializou o dia 25 de maio, dia de seu nascimento, como o Dia do Sapateado, para que assim ele fosse uma referência para os sapateadores.

Shirley Temple ainda participou de outros filmes considerados racistas, como "A Princesinha das Ruas", em que representa uma menina que participa de uma peça teatral do século XIX.

Cenas do filme Princesinha das Ruas:

Muitos outros filmes da época, incluindo "...E O Vento Levou", mostram negros como intelectualmente inferiores e ridicularizados pelos brancos. Embora o racismo ainda esteja presente na nossa sociedade, nas telas a situação aparentemente evoluiu, e hoje temos o prazer de prestigiar grandes talentos que, em outra época, teriam sido censurados pela cor de sua pele.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

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The Possession of David O'Reilly


Hoje em dia é raro assistir a um filme de terror bom. Aquele filme 'true horror' de deixar o espectador tenso, com medo do que vai acontecer na próxima cena. Então que eu vi o trailer de "The possession of David O'Reilly", um filme britânico que foi muito assimilado com Atividade paranormal (devido aquela antiga história de dizer que o filme é real e todos conhecem).

O filme é melhor que Atividade paranormal, isso sem dúvidas. Pra começar, a história ja é conhecida de tempos: Um casal recebe na madrugada um amigo, abatido por ter terminado com a namorada. Logo, deixam o tal amigo (David) passar a noite na casa. Então que o casal percebe que tem algo errado: David começa a falar que os "monstros" não o deixaram em paz e estão cercando a casa.

Mas o foco do filme não está no roteiro, e sim na direção do filme. A câmera, várias vezes, se torna um personagem da trama, hora David, hora Alex. E isso é o mais divertido, por que nas cenas de tensão, onde a escuridão toma conta das cenas, você se sente dentro do filme. O mais legal é que, além da câmera encarnar nos personagens humanos, as vezes ela mostra o ponto de vista dos demônios. Uma jogada original e genial.

Falando em escuridão, o ápice do filme é quando acaba a luz na casa e a unica claridade que temos é David com o celular na mão. O escuro chega até a incomodar, se talvez utilizassem um pouquinho mais de claridade, o filme seria melhor. Mas é aquela velha de história de: "hey, vamos deixar super realista, tudo bem?".

Nessa história de deixar o filme mais realista, o uso de atores amadores na projeção é essencial. Até que os atores desse filme se esforçaram em algumas cenas, mas mesmo assim às vezes chega a ser hilário. O maior destaque, na verdade, é o próprio David; que consegue transparecer paranóia e medo de uma maneira... sutil.

A trilha sonora é outro ponto forte do filme; arrepiante, chega a dar calafrios de tão intensa. Agora, o desfecho do filme é constrangedor. Não sei o que aconteceu com os diretores, mas cagaram nas cenas finais. Tinha tudo pra dar certo, mas acho que o roteirista largou as gravações e entregou na mão de algum americano que não sabe escrever direito. Sempre acontece. Mesmo assim, The possession of David O'Reilly (parece que mudaram o nome nos EUA e virou 'The tormented') consegue ser tenso e assustador. Uma boa dica de filme do gênero ja saturado.

domingo, 5 de dezembro de 2010

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Inverno da Alma (Winter's Bone)


Vi ontem Winter's Bone (2010) da diretora Debra Granik, o título ainda sem tradução para o português (corrigindo, a tradução ficou como Inverno da Alma).

O filme conta a história de Ree Dolly, uma jovem de 17 anos que toma conta de dois irmãos menores e de sua mãe doente. Seu pai, preso por tráfico de drogas, deu a casa como garantia da fiança e desapareceu. Agora, ele é esperado para uma audiência e, se não comparecer, Ree e sua família perderão a casa.

A família sobrevive com a ajuda de vizinhos, e entre cuidar dos irmãos e arrumar provisões para o inverno, Ree parte em busca do pai para não perderem a casa. Para obter informações sobre seu paradeiro, ela precisa se meter entre a máfia que domina o local. Em cada porta que bate, recebe a mesma advertência: ou ela desiste ou estará em grande perigo.



A novata Jennifer Lawrence arrasa no papel, que pode dar a ela uma indicação para o Oscar 2011. É bom ver que a geração de atores teens não se resume ao elenco de Crepúsculo ou aos "astros" da Disney. Outra atuação marcante do filme é o ator John Hawkes, que interpreta Teardrop, tio da garota.

O lugar é uma região rural empobrecida das montanhas. O clima do filme é pesado e cinzento, como os dias que antecedem o inverno. Todos parecem estar envolvidos com o tráfico de drogas, fazendo dessa a principal atividade do local. Ree parece ser a única que permanece incorruptível, luta até o fim para proteger sua família e mostra que mesmo num ambiente onde tudo leva ao caminho do crime, é possível fazer a escolha certa.


Trailer do filme:


sábado, 4 de dezembro de 2010

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Demônio



Um suspense barato, com um roteiro fraco e cenas que não assustam... Assim resume-se "Devil" do diretor John Erick Dowdle, escrito e produzido pelo "cara das bolas foras" M. Night Shyamalan.

A história é simples: Cinco pessoas ficam presas no elevador; uma delas é o diabo. Simples assim. Claro que o filme não fica só dentro do elevador: por fora, um detetive tenta relacionar esse acontecimento com um homicidio que aconteceu mais cedo, no mesmo prédio.

Mesmo com a trilha sonora incessante, "Demônio" não consegue criar uma cena boa de suspense, do tipo: "putz, nunca imaginei isso". E nem deve ser levado a sério, digo isso por um simples fato: um mexicano que trabalhava na segurança do hotel, começa a desconfiar que o diabo esta no prédio, e para defender sua teoria de que quando o chifrudo esta por perto, tudo tende a dar errado, ele pega uma torrada (com geléia ou não) e joga no chão. A torrada cai com a geléia pra cima: "Não disse! A torrada sempre cai com o recheio pra baixo". Essa é a explicação do cidadão...

Os atores, que até então eu desconhecia a maioria, não tem simpatia com a câmera. Parece que estão sendo forçados a fazer o filme. Em meia hora, você espera que o diabo apareça logo e leve todo mundo pros quintos.

Ja não era de se esperar muita coisa do filme, afinal, além do M. Night Shyamalan no roteiro (que ultimamente só vem soltando bombas), o diretor aqui é o mesmo que dirigiu a versão americana de Rec, "Quarentine". Isso mesmo, aquela versão medíocre do filme espanhol.

Qualquer um que esteja procurando um filme de terror pra assistir numa sexta-feira a noite, para sentir aquele frio na barriga, tomar aquele susto de tirar o fôlego... deve passar longe de Demônio.

Obs: Pela temática, o filme teria que causar uma sensação claustrofóbica no espectador nos oitenta minutos de projeção,mas não teve êxito.
Pra comparar, vou mostrar um curta antigo, do diretor do cubo, Vincenzo Natali. Em vinte minutos, ele consegue criar uma atmosfera paranóica e tensa, coisa que "Demônio" não conseguiu nem um pouco.





quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

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Felicidade....

Um filme simples, Julia no seu estilo comum porém sem perder o brilho, cenários incríveis num filme que particularmente mexeu comigo. Nem estou citando de forma cinematográfica, mas o fator aqui é de compatibilidade.

Quem não se identificar com este filme considero esta pessoa incrivelmente feliz.

Já citei uma vez o que representa felicidade para mim e normalmente o que faz minha felicidade são coisas simples sem qualquer ideologia como: sorrir, dançar loucamente, tomar banho de chuva, comer chocolate e a lista segue em itens tão comuns que você, caro leitor um pouco mais adulto pode considerar o mais puro clichê, mas digo não. No entanto concordo que todos estes fatores não são o suficiente.

Acredito que nunca ninguém estará satisfeito com a tão sonhada felicidade total, mas acho que alguns encontram métodos mais fáceis que outros para chegar no tesouro no final do arco-íris.

O que não é o caso de Elisabeth (Julia Roberts) que não vê sua vida completa após o casamento, que pensava que fosse o caminho. Confusa tentando se encontrar e viver a vida Elisabeth resolve viajar sozinha para três lugares: Itália, Índia e Bali. Este último porque seu guru pediu que se reencontrassem por ali.

Um filme baseado numa história real e num best seller que envolve o questionável e típico desastre da natureza humana. O que preciso para ser feliz?

Acredito consideravelmente que comida, orações e amor com certeza não são o suficiente para ninguém ser feliz, e se você assistir o filme esperando por respostas para a felicidade vai ouvir uma grande buzina bem alta sinalizando o grande erro, pelo simples fato da felicidade não ter resposta, é uma busca que não vai acabar nunca, mas lembre-se das coisas simples, lembre-se que após um casamento virão mais possibilidades de felicidade e infelicidade também, depois da faculdade virão novas obrigações, após subir num cargo mais responsabilidades surgirão e a cada dia após acharmos que descobrimos algo realmente concreto, alguma experiência fará tudo cair por terra, mas lembre que a resposta depende de cada um e do ponto de vista de cada um em como solucionar tudo, ou tornar tudo mais agradável e menos fatídico, como disse o filme é só uma questão de identificação.

Comer, rezar, amar são ferramentas que Elisabeth achou e utilizou, ache a sua também assim como vou tentar achar a minha. E depois de descobrir pare, respire e continue, dizem que a jornada da vida é longa, e particularmente acho encantadora.


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As Crianças e a Guerra




A combinação criança + guerra é receita de sucesso de muitos filmes. E se você for ver um filme que tenha essas duas palavras na sinopse, pode ter certeza: você vai chorar no final.

O Cemitério dos Vagalumes (Hotaru no Haka - 2008) não foge dessa linha. A história acontece no Japão, em 1945, pouco antes de sua rendição aos Países Aliados. Após a morte da mãe em um bombardeio, Seita (14 anos) e sua irmãzinha Setsuko (4 anos) partem para a casa de uma tia, que os recebe somente pelo interesse nos mantimentos que os dois carregam. Quando a comida acaba, os dois partem para viver à própria sorte.



Em 1988, essa mesma história foi contada na animação O Túmulo dos Vagalumes, baseada no livro semi-autobiográfico do autor Nosaka, em homenagem à sua irmã, que morreu de desnutrição em 1945. Ele então escreveu a história para tentar amenizar a perda, pela qual se culpava.

O filme e a animação contam a mesma história, porém a sensação após o término é completamente diferente. O filme é mais "seco" e trás uma sensação negativa, depressiva, enquanto a animação, que começa "pelo final", é mais sensível e poética, e deixa uma sensação de esperança.


Tanto o filme quanto a animação são excelentes. Seita é um jovenzinho forçado a abandonar a infância para assumir a missão de tomar conta de sua irmã, sua única razão para continuar vivendo. A menina age exatamente como uma criança de sua idade: ela abre o berreiro quando quer, seja de sono, fome ou por não conseguir abrir a latinha de balas que carrega, brinca e se diverte com coisas simples.

No que diz respeito à ação, não espere muita coisa. O foco não é a guerra, e sim a fragilidade da vida e da juventude. O que mais comove é o fato das crianças não serem vítimas somente da guerra, mas principalmente da indiferença e da falta de compaixão dos adultos.

Trailer do filme O Cemitério dos Vagalumes (2008):

Trailer da animação O Túmulo dos Vagalumes (1988):

terça-feira, 30 de novembro de 2010

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Minhas mães e meu pai



Sem grandes expectativas, fui ver "Minhas mães e meu pai". Vi vários comentários, alguns positivos, alguns negativos, isso me deixou curioso, e só. A premissa do filme chama atenção, por se tratar de uma minoria injustiçada: os homossexuais. Trata-se de um casal de lésbicas que tem dois filhos, do mesmo doador de esperma. Dezoito anos depois, os filhos decidem conhecer seu gerador. E esse é o começo do filme.

Um filme desse gênero só podia dar certo com uma mulher na direção. Quem assume por aqui é a pouco conhecida, também roteirista, Lisa Cholodenko, que deixa a película neutra, assim como o doador de esperma, interpretado por Mark Ruffalo, que não mostra nada de diferente do que ele ja mostrou em outros filmes. Agora, as mães, interpretadas por Juliane Moore e Annete Benning, merecem uma salva de aplausos.

É dificil falar sobre "Minhas mães e meu pai", pois, mesmo sendo "diferente", se fossem usados casais tipicos (homem e mulher), a pelicula correria da mesma maneira. Acho que por isso o filme não tem tanto destaque, faltou alguma coisa. O mesmo acontece com o desfecho final do filme, que podia trazer alguns suspiros para a platéia, mas acaba caindo na mesmice de sempre.

"Minhas mães e meu pai" se mostra simples e correto, mas quando acaba, sentimos que faltou algo. Algo que podia ter feito toda a diferença, e talvez por isso, o filme acaba não sendo tão grande quanto deveria.

Destaque para a trilha sonora, composta por MGMT, Cansei de ser sexy, David Bowie e muitos outros.

domingo, 14 de novembro de 2010

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Comer, rezar, amar


.. mas o que eu fiz no cinema foi "comer, bocejar e dormir".

O filme é baseado na experiência de vida de Elizabeth Gilbert, que logo em seguida escreveu um livro que vendeu mais de 4 milhões de cópias. Conta do dia em que Lizz não se sente mais feliz, não consegue se "encontrar", então, logo após divorciar-se, sai viajando por um ano com destino à Itália, Índia e Indonésia.

Tudo bem, parece ser uma história legal para ser contada em um livro, mas passado para as telonas, ficou tão desnecessário quanto gravar um novo Batman em 3D. A narração do filme cansa, a trilha sonora, como meu amigo me disse em um momento do filme: "Que trilha sonora chata! Me dá sono." e eu respondi: "Não é só a trilha sonora que esta me fazendo dormir." e a Julia Roberts ta precisando de um descanso, por que olha, não gostei nada do que eu vi por parte dela. Certa hora até confundi com a Sandra Bullock, desde que as duas são atrizes, um tanto quanto regulares, não conseguem mudar de expressão de filme para filme; são sempre os mesmos rostos.

Paguei o ingresso por um nome: Javier Bardem; e para o meu desprazer, o ator só aparece nos últimos minutos de filme. A fase do "amar" foi tão curta que o ator não teve espaço para demonstrar muita coisa.

Outra coisa que me inquietou de verdade, talvez por eu ser um pessimista de carteirinha, foi o fato de todos que Lizz conhece serem pessoas simpáticas e sempre dispostas a ajuda-la. E todos falam inglês. Olha, vou perguntar: "Pra que mundo você viajou? Por que né..."

Assumo que em certas partes do filme eu dei aquela risada breve, tão breve que os músculos faciais quase não se mexiam. Então eu tive que aguentar duas horas na cadeira, quase morrendo de tédio. E o que me perturbou, foi meu amigo dizendo: "Esse filme só serve para mulheres!" e logo em seguida, percebi que todas as mulheres, na saída do cinema, faziam comentários maravilhosos, como se o filme fosse uma obra de arte. Vou dizer pra vocês: não é uma obra de arte, e esta a quilômetros de ser. Então, para os mais críticos do gênero, passem longe.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

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Scott Pilgrim contra o mundo

(Scott Pilgrim VS the world, 2010)



Até esses dias, Kick-ass e Machete eram os filmes mais divertidos do ano, pra mim. Depois de ver Scott Pilgrim, percebi que estava errado, e esse sim, é o filme mais divertido e engraçado do ano. E vai ser difícil lançar algum que tire ele dessa posição.

A história, adaptada do HQ escrito por Bryan Lee O'Malley, narra a vida de Scott Pilgrim, que toca baixo em uma banda chamada Sex bob-omb, totalmente sustentado pelo seu amigo gay (qual até dividem a mesma cama) e mora em Toronto. Scott logo se apaixona pela garota mais "descolada" que acaba de se mudar pra cidade, Ramona. O que Scott não sabe é que pra ficar com a garota, ele vai ter que enfrentar os sete maléficos ex-namorados de Ramona.

Pra quem não viu a Hq, como eu, vai achar, pela sinopse, que não passa de mais um filme direcionado pro publico adolescente atual. Mas é bem diferente disso. Scott Pilgrim vai alegrar não só o publico adolescente, mas os geeks (que provavelmente já conheçam algo sobre a adaptação), principalmente, por suas referências aos quadrinhos e games.

As referências são visiveis, como quando Scott disputa com um ex-namorado, aparece um VS, indicando o combate; ou até mesmo a derrota de um ex-namorado, que logo se transforma em moedas. Até as musiquinhas que tocam no Zelda, quando Link encontra itens ou baus, tocam no filme; maravilhoso.

A edição é miraculosa. Uma das mais perfeitas que eu vi esse ano. As cenas de batalha, os cortes rápidos e alguns outros fatores, fazem do filme a adaptação mais divertida ja criada. O diretor de Scott Pilgrim é Edgar Wright ( o mesmo que dirigiu "Hot fuzz", "Shaun of the dead" e o fake trailer "Don't", que passa no projeto "Grindhouse" de Tarantino e Rodriguez.), o que explica muita coisa.

Michael Cera que estava muito bem em "Superbad" e "Juno", convence bastante como Scott Pilgrim, tambem. Não só Michael Cera como os outros personagens. É dificil não criar simpatia com a "Sex bob-bomb" ou com o amigo gay de Scott, interpretado por Kieran Culkin, que rouba a cena várias vezes.

Quando a projeção do filme inicia, a sensação que temos é de ter ligado um nintendo, e isso fica claro assim que o logo da Universal aparece em 8 bits. Depois disso, as referências aos jogos antigos são muitas, mesmo.

Para os geeks que ainda jogam Zelda, Super Mario, arcades e sabem que o símbolo "X" no braço de Scott é o mesmo do X-men, Scott Pilgrim pode entreter demais. Agora se você é dessa galerinha nova que acha pac-man uma perda de tempo, Far cry o melhor jogo já criado e pensa que Ben 10 é a maior curtição, acho melhor nem passar perto de Scott Pìlgrim, pois não vai entender metade das referências que o filme faz.

Obs: Só não entendo o por que de Scott Pilgrim não ter feito tanto sucesso quanto merecia, em sua estréia.

domingo, 24 de outubro de 2010

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Atividade Paranormal 2

(Paranormal Activity 2, 2010)


Atividade Paranormal 2 é sem dúvida o filme de terror mais esperado do ano, afinal, o primeiro se tornou um fenômeno (com orçamento de US$ 11 mil, arrecadou US$ 62,5 milhões em todo o mundo). Quem não gostou do anterior, dificilmente vai ter qualquer empatia pelo segundo... Atividade Paranormal, ou você adora e acha apavorante, ou detesta e acha tosco. Particularmente, eu gosto bastante!

Diferente do primeiro, que era protagonizado por um casal, a sequência dessa vez reúne uma família completa; pais, um bebê e uma adolescente... não podemos esquecer do cachorro. Após chegar em casa e encontrá-la toda revirada, Kristi (Sprague Grayden) e Daniel (Brian Boland) decidem instalar câmeras de segurança em vários cômodos e do lado de fora, e como não podia deixar de faltar, eles gostavam de filmar o dia a dia da família. Após algum tempo, coisas estranhas começam a acontecer.

O ambiente agora é outro; com mais pessoas em cena, certamente o filme ficou mais dinâmico. Mas isso não diminuiu a ansiedade do espectador em querer levar sustos e ver algo acontecer. O diferencial de Atividade Paranormal 2 é, que agora, o público vai ficar louco procurando por algo em todo canto da tela, ficando mais tenso do que assustado se algo realmente acontecer. Ao final, contabilizando, eu levei no máximo 3 sustos. Ao contrário do primeiro!

O trailer não adianta muita coisa, e nem poderia, porque a direção teve uma sacada maravilha e... SPOILER (não leia o restante do parágrafo, se não quiser) juntou os dois filmes. Sim, a Katie, namorada do Micah que morre ao final de Atividade Paranormal 1, é irmã de Kristi e aparece na sequência. Pelo contexto, a história do segundo filme ocorreu primeiro, ou seja, os “maus espíritos” atormentaram a família de Kristi antes de irem atrás de Katie. Grande sacada! Já o final, horrível.

Atividade Paranormal 2 é menos assustador e mais intrigante que o anterior, tudo porque agora tem uma história, um porque dos fenômenos estarem acontecendo, e isso criou um zona de conforto para espectador, que se deparou com uma história mais bem desenvolvida. Dessa vez, o medo dos personagens ficaram mais em evidência, ao invés de simplesmente mostrá-los dando gritos pela casa. Vale muito a pena assistir ao filme, e com certeza, vem mais Atividade Paranormal por aí.

SPOILER Me expliquem como aquele bebê subiu novamente no berço quando “forças sobrenaturais” o tiraram de lá? Duvido muito que, após ter voltado ao quarto, o mau espírito camarada o tenha colocado de volta!

Por: Denise Carvalho


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

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Brilho de uma paixão

Bright Star (2009)


“Brilho de uma paixão” é um presente para os românticos e apreciadores de longas que cultuam o amor. John Keats (1795-1821) foi um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra, que viveu para sua poesia e amou ardentemente Fanny Brawne (1800-1865), sua musa. Muita gente pensa que “Brilho de uma paixão” é uma adaptação literária, mas não é. O filme é baseado na vida de John Keats, só que, sob o ponto de vista de Fanny.

A história se passa na Inglaterra em 1819, Fanny (Abbie Cornish) e Keats (Ben Whishaw) eram vizinhos e apenas uma parede os dividia. Fanny era muito sociável e passou a visitá-lo com frequência, chegando até a pedi-lo que a desse aulas sobre poesia. Esse não é o tipo de filme que usa como muleta certas expressões que esfregam na cara do espectador que logo logo eles vão se apaixonar. Tudo acontece naturalmente, tanto que fica dificil perceber onde a relação dos dois começou. Cada encontro era como se fosse o primeiro. “Brilho de uma paixão” é inocente, delicado e apaixonante.

Seria muito fácil rechea-lo de clichês, afinal, o amor de ambos só não foi consumado porque Keats morre aos 26 anos de tuberculose... Mas, a vencedora do Oscar Jane Campion se arriscou numa história que, previamente, agradaria apenas aos ingleses e amantes da poesia, e inovou o gênero (que está bastante saturado por sinal).

Podemos dizer que os poemas tornaram-se os protagonistas do longa, sendo que cada palavra que Fanny e Keats trocavam, fazia menção à alguma obra e procurava sempre expressar o amor que sentiam um pelo outro. “Brilho de uma paixão” é um ótimo romance/drama, e possui, sem dúvida, uma fotografia impecável!

Curiosidade: Carta que John Keats escreveu para Fanny Brawne quando estava na Itália.

Por: Denise Carvalho

terça-feira, 19 de outubro de 2010

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Educação sexual às avessas

Confesso que fiquei com frio na barriga quando aluguei esse filme, mas depois a sensação passou, afinal estamos falando de Woody Allen. Resultado: fiquei apaixonada pela sequência de esquetes - pra não falar filme.

“Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” (1972) é pouco convencional, e serviu para testar a capacidade do diretor como o gênio da comédia. Posso estar sendo pretensiosa, mas ele é um dos poucos que consegue lidar com o gênero de uma forma inteligente e sem vulgarizar. Baseado no livro homônimo de David Reuben, a película tem a missão de tirar dúvidas sobre sexo.

Considerando que sua produção se deu nos anos 70, os questionamentos podem parecer banais aos olhos de hoje. O que é sodomia? Os afrodisíacos realmente funcionam? Porque algumas mulheres não chegam ao orgasmo? Essas são algumas das perguntas que dão origem as esquetes – que ao total são sete - desde o bobo da corte tentando abrir o cinto de castidade da rainha, interpretada por Lynn Redgrave, a espermatozóides refletindo sobre a famosa corridinha até o óvulo.

Antes de se aventurar nessa bomba de irreverência proposta por Allen, certifique se você está realmente interessado, porque é preciso muita malícia e senso de humor para se encantar por essa produção. “Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” é engraçado, constrangedor e exagerado, diferente de tudo o que Woody Allen já produziu.



Ficha Técnica

Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Ano de lançamento: 1972
Elenco: Burt Reynolds, Lynn Redgrave, Woody Allen,Tony Randall, Louise Lasser, Gene Wilder

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

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Os clássicos do romance

Para quebrar um pouco o clima - depois de tantas postagens sobre terror e suspense – indico a vocês 3 filmes que até hoje fazem nosso coração bater mais forte. Foi difícil fazer essa seleção, afinal, são tantos os que merecem destaque. Portanto, escolhi meus favoritos!


Aconteceu naquela noite (It happened one night, 1934)



Garota rica mimada foge de casa e jornalista desempregado encontra o furo perfeito. Quem disse que daí não pode surgir uma grande história de amor? Frank Capra e suas comédias marcaram a era de ouro do cinema e em 1934 ele produziu/dirigiu uma das comédias românticas mais ternas de todos os tempos. Vencedor do Oscar de melhor, filme, diretor, ator, atriz e roteiro, Aconteceu naquela noite consegue captar de uma forma divertida e apaixonante a cumplicidade que uniu os dois personagens. (Trailer)
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 105 minutos
Direção: Frank Capra
Roteiro: Robert Riskin, Samuel Hopkins Adams
Produção:Frank Capra, Harry Cohn
Elenco: Clark Gable, Claudette Colbert, Walter Conolly

Casablanca (1942)



Nenhum outro filme é capaz de melhor representar o amor no cinema como em Casablanca. Durante a Segunda Guerra Mundial, Rick (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman) retomam um romance mal resolvido que havia começado em Paris. É impressionante como um filme de quase 70 anos ainda consegue nos emocionar tanto. Só vendo para enxergar a verdadeira essência dessa marco do cinema. (Trailer)
Gênero: Drama
Duração: 102 minutos
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein e Howard Koch,baseado em peça de Murray Burnett e Joan Alison
Produção: Hal B. Wallis
Elenco: Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid,Claude Rains, Conrad Veidt, Sydney Greenstreet

Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961)



Baseado num romance de Truman Capote, Bonequinha de Luxo é envolvente e sedutor. Holly Golightly é uma garota boêmia que leva a vida descompromissadamente, sobrevivendo de presentinhos de admiradores. Paul, interpretado por George Peppard é seu vizinho, com quem ela cria fortes laços de amizade, que mais tarde resultarão numa das cenas mais belas do filme - quando Hepburn e George se beijam na chuva ao som de Moon River. Audrey Hepburn nunca esteve tão deslumbrante, impossível não se apaixonar pela obra! (Trailer)
Gênero: Drama
Duração: 115 minutos
Direção: Blake Edwards
Roteiro: George Axelrod, baseado em livro de Truman Capote
Produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen

domingo, 17 de outubro de 2010

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Meu top 3 de Alfred Hitchcock

Mestre do suspense e genialidade são sinônimos de Alfred Hitchcock! "A história do cinema está cheia de cineastas que parecem verdadeiros autores - cineastas cuja obra tem consistência de expressão e parece demonstrar, antes de mais nada, o talento artístico e as convicções de uma única pessoa." Hitchcock é uma delas! É inegável que o diretor ainda inspira os amantes da arte e profissionais da área, que sabem dar o devido valor a esse legado; as películas mais angustiantes da história do cinema. Nascido em Leytonstone, Londres, no dia 13 de Agosto de 1899, Hitchcock foi criado por pais rígidos, que o punia severamente. Ele chegou até a ficar preso por alguns minutos, tudo porque contrariou seu pai ao insistir em viajar de ônibus interurbanos. Talvez daí surgiu sua fobia por policiais, tema frequente em vários de seus longas. Quem não conhece os clássicos do diretor, com certeza já ouviu algum comentário sobre ele após a exibição de algum filme de suspense. Fato que ocorreu comigo recentemente quando assisti Ilha do Medo (Shutter Island, 2010) de Martin Scorsese. Todo o clima tenso que compõe as produções de Hitchcock são logicamente acompanhadas por uma trilha sonora, que nesse caso, tem nome e sobrenome, Bernard Herrmann (1911-1975). O compositor teve suas trilhas utilizadas em diversos filmes do diretor, como Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958) e Intriga Internacional (North By Northwest, 1959). Mas o marco mesmo foi em Psicose (Psycho, 1960), exatamente na cena em que Janet Leígh é esfaqueada no chuveiro.

Sem mais delongas, indico a vocês agora, três grandes filmes do cineasta, obviamente os meus favoritos.

Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)


"A apoteose de todas as fixações psicossexuais ardentes e mal reprimidas de Hitchcock, Janela Indiscreta é também provavelmente (com a possível exceção de Um Corpo que Cai, de 1958) a mais bem-sucedida mistura de entretenimento, intriga e psicologia da extraordinária carreira do diretor" (livro: 1001 filmes). Um fotógrafo de sucesso, vivido pelo incrível James Stewart, é afastado do trabalho por causa de uma perna quebrada, a partir daí ele encontra no ócio um passatempo bem estimulante, o voyeurismo. "Jeff" (Stewart) começa a espiar seus vizinhos através da janela de seu apartamento e usa essa obsessão como um escape de uma relação séria com a estonteamente e mais bela impossível, Grace Kelly. Janela Indiscreta não permite que o espectador desvie o olhar um só segundo, principalmente quando Jeff desconfia que um dos vizinhos matou a esposa. "Nós, os espectadores, somos hipnotizados pelas ações dos personagens, que, por sua vez, estão hipnotizados pelas ações de outros personagens". Além desse mistério envolvente, sensual e dotado de humor negro, a vida entre quatro paredes das pessoas do vilarejo torna-se um atraente para quem está dentro e fora da tela.


Os Pássaros (The Birds, 1963)


É angustiante, claustrofóbico e pavoroso! Os Pássaros não tem uma explicação lógica, afinal, as aves aparentemente dóceis, atacam sem aviso prévio a cidadezinha de Bodega Bay. Esse não é um filme que se explica, mas que se sente. A maioria das cenas, logo após Tippin Hendren ser atacada por uma gaivota, são completamente tensas, já que a intenção dos pássaros é matar. Produzido e dirigido por Hitchcock, o longa é uma de suas principais produções, sendo referência de diversas obras posteriores de outros cineastas.

Festim Diabólico (Rope, 1948)


Festim Diabólico é um filme repleto de experimentações, e nem por isso deixa de ser um emocionante suspense de Alfred Hitchcock. Tecnicamente, o diretor enfrentou muitos desafios, já que o longa foi filmado em apenas um plano dividido em tomadas de 10 minutos cada (o máximo que um rolo podia ter). Para não revelar as emendas, ao final de cada rolo a câmera focava um lugar escuro - na maioria das vezes um paletó – e assim era feita a troca. Hitchcock chegou a chamar o longa de armadilha. Isso porque, com essas técnicas de filmagem, Festim Diabólico era praticamente uma peça teatral, tornando-se um desafio. Contando mais uma vez com James Stewart, a trama se passa dentro de um apartamento, onde dois rapazes, Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger), matam seu amigo David em busca de fortes emoções e pela sensação de cometer o crime perfeito. Os dois escondem o corpo num baú, que vai servir como mesa de jantar na festa que eles organizaram logo após o assassinato. O filme consegue manter a tensão dentro do mesmo cômodo o tempo inteiro, tendo apenas os personagens para manter o suspense da obra. Festim Diabólico é incrível e prova que um filme de conteúdo não precisa de efeitos especiais.

Foi uma tarefa quase impossível escolher apenas três filmes, mas mesmo assim, não posso deixar de citar outras obras de peso do diretor. O Homem que sabia demais (1934), Rebecca - a mulher inesquecível (1940), Interlúdio (1946), Um corpo que cai (1958), Intriga Internacional (1959), Psicose (1960), Frenesi (1972) etc.

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Irreversível

(Irreversible, 2002)



São poucos os filmes que fazem nos sentirmos estranhos, como se levassemos um soco no estômago. As maiores experiências desse tipo, são com o cinema marginal. A crueza que os fatos são retratados por esse cinema são muito realistas, colocando o telespectador dentro do filme, para sentir as dores dos personagens. Gaspar Noé sabe muito bem nos proporcionar essa mistura de sentimentos.

Pra começar, Noé é um diretor ousado. Quem mais teria coragem de fazer um filme ao contrário, do final pro começo? E quando eu digo do final pro começo, é no pé da letra. As primeiras imagens, são os créditos, e logo depois, o final do filme. E a trama vai mostrando as caras assim, como eu disse: do final pro começo.

A história, confusa no inicio, começa a tomar forma depois de meia hora de projeção. Antes disso, nada é explicito. As imagens que seguem não fazem sentido, mas com o passar do tempo, as peças da trama se encaixam. Resumindo a sinopse: Marcus e Pierre vão atrás do cara que violentou Alex, mulher de Marcus. A trama parece ser simples, mas não é. Vai além disso.

São poucas as palavras que podem ser usadas para resumir esse filme, mas uma delas é: Maldito. Umas duas cenas nunca mais sairão da sua cabeça. A tão comentada cena do estupro é uma delas. Uma sequência longa e sem cortes de uma das piores cenas que eu ja vi na vida. Não imagino o que uma mulher deve sentir vendo essa cena, desde que sou homem, mas mesmo assim senti o sofrimento da linda "Monica Belluci".

A câmera de Noé pode ser incômoda no começo, desde que não fixa rosto em diálogos, move-se freneticamente pelas cenas que decorrem e o pior de todos é que ela gira constantemente, mas logo, acostuma. E nas mãos do gênio, isso acaba se tornando um fator positivo e algo macabro que brinca com o telespectador. Em certas cenas de impacto, dando o exemplo do estupro de novo, a câmera fica quase que imóvel, causando espanto no espectador, que espera ansioso a câmera começar a girar e a cena novamente mudar. A título de curiosidade: a edição do filme, como em "Sozinho contra todos", é perfeita. 

Gaspar Noé transmitiu para as telonas um filme necessário para a história do cinema; Um filme que retrata um  dos maiores medos que a mulher de hoje em dia sente. E despido do politicamente correto, ele apresenta uma película completamente cruel, assustadora e genial.

sábado, 16 de outubro de 2010

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Ensaio (2006)

A relação entre mãe e filho na maioria das vezes não é fácil. Todo mundo tem seu lado rebelde e confortador, e como o César mesmo disse, "não importa nossa idade; não importa nosso estado; não importa o momento; o que realmente importa é: essa pessoa que sempre estará ao nosso lado." Mesmo que atrasado, dedico esse post a todas as mães! O curta pode não ter um happy end, mas nos lembra o verdadeiro significado desse amor maior que o mundo.



Ensaio é um curta bem tocante, que mostra o relação de amor e carinho entre mãe e filho. Marina (Andréa Beltrão) sonha em ouvir eu te amo de seu filho Bruno (Rafael Miguel), mas ele não consegue. Através de uma homenagem que a escola preparou para o dia das mães, Bruno finalmente consegue se abrir.
Emocione-se, chore, reflita e depois...vai correndo pra mamãe dizer EU TE AMO ok? rs.

Ficha técnica

Diretor: Marcio Salem
Elenco: Andréa Beltrão, Rafael MiguelRoberta Rodriguez
Gênero: Ficção
Ano: 2006 (Brasil)
Duração: 20 min
Local de Produção: SP

Clique aqui para assistir ao curta!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

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O Sétimo Selo (1957)


(Det Sjunde Inseglet) Há meses eu venho criando coragem pra ver esse filme e não sei porque demorei tanto, ontem então, resolvi tirar o atraso e tive meu primeiro contato com Ingmar Bergman. Nascido em Uppsala, na Suécia, em 1918, Bergman - filho de um pator luterano - teve sua infância marcada por castigos psicológicos e corporais, vindo a ser temas recorrentes em suas obras. "Fez um total de 54 filmes, 39 peças para o rádio e 126 produções teatrais, onde seus temas principais eram Deus, a Morte, a vida, o amor, a solidão, o universo feminino e a incomunicabilidade entre casais".

Confesso que os primeiros minutos de O Sétimo Selo foram difíceis de digerir, perdi a concentração 5 vezes e comecei a ver tudo de novo. O filme têm cenas bastante intensas e que dificilmente vai sair da sua mente após assisti-lo; imagine um cavaleiro jogando xadrez com a morte? Sim, a vida dele está em jogo, mas esse jogo vai bem mais a fundo.

Antonius Block (Sydow), um cavaleiro que acaba de retonar de uma cruzada que durou 10 anos, questiona sua fé em Deus e na humanidade. Num silêncio um tanto quanto tenebroso, um homem vestido de preto aparece diante de Block, que pergunta: "Quem é você?", "Eu sou a morte"! A tensão toma conta do cenário porque a "partida" vai durar praticamente o filme inteiro. Com diálogos simples, mas ácidos e engraçados, cada personagem ganha uma importância diferente, ao entrar na vida de Block durante sua caminhada. Um malabarista alegre (Nils Poppe), sua mulher de beleza incontestável (Gunnel Lindblom) e o bebê, que desenterra o sentimento de inocência no filme, ao estar sempre rindo e brincando com a mãe. Os três se juntam a Antonius para fugir da peste, mas a família salva a si mesmo no momento da dança da morte.

O Sétimo Selo foi feito pra chocar, não devido as cenas fortes ou por tratar da morte/Deus tão abertamente. Mas sim, porque os questionamentos feitos por Block, são comuns até hoje! O seu personagem chega até a se aproximar de uma bruxa que está prestes a ser queimada, só para perguntar ao Demônio o que ele sabe sobre Deus, caracterizando assim seu desespero, que parecia estar a frente da sua própria vida que estava em jogo.

O Sétimo Selo é um filme que deve fazer parte da lista de qualquer cinéfilo! Espetacular!Confira também um artigo sobre a obra!



Ficha Técnica
Título original: Det Sjunde Inseglet
Gênero: Drama
Duração: 96 min
Ano de lançamento: 1957 (Suécia)
Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman, baseado em peça de Ingmar Bergman
Produção: Allan Ekelund
Música :Erik Nordgren
Fotografia: Gunnar Fischer
Figurino: Manne Lindholm
Edição: Lennart Wallén
Elenco: Max Von Sydow , Gunnar Björnstrand , Bengt Ekerot , Nils Poppe , Bibi Andersson