domingo, 24 de outubro de 2010

14

Atividade Paranormal 2

(Paranormal Activity 2, 2010)


Atividade Paranormal 2 é sem dúvida o filme de terror mais esperado do ano, afinal, o primeiro se tornou um fenômeno (com orçamento de US$ 11 mil, arrecadou US$ 62,5 milhões em todo o mundo). Quem não gostou do anterior, dificilmente vai ter qualquer empatia pelo segundo... Atividade Paranormal, ou você adora e acha apavorante, ou detesta e acha tosco. Particularmente, eu gosto bastante!

Diferente do primeiro, que era protagonizado por um casal, a sequência dessa vez reúne uma família completa; pais, um bebê e uma adolescente... não podemos esquecer do cachorro. Após chegar em casa e encontrá-la toda revirada, Kristi (Sprague Grayden) e Daniel (Brian Boland) decidem instalar câmeras de segurança em vários cômodos e do lado de fora, e como não podia deixar de faltar, eles gostavam de filmar o dia a dia da família. Após algum tempo, coisas estranhas começam a acontecer.

O ambiente agora é outro; com mais pessoas em cena, certamente o filme ficou mais dinâmico. Mas isso não diminuiu a ansiedade do espectador em querer levar sustos e ver algo acontecer. O diferencial de Atividade Paranormal 2 é, que agora, o público vai ficar louco procurando por algo em todo canto da tela, ficando mais tenso do que assustado se algo realmente acontecer. Ao final, contabilizando, eu levei no máximo 3 sustos. Ao contrário do primeiro!

O trailer não adianta muita coisa, e nem poderia, porque a direção teve uma sacada maravilha e... SPOILER (não leia o restante do parágrafo, se não quiser) juntou os dois filmes. Sim, a Katie, namorada do Micah que morre ao final de Atividade Paranormal 1, é irmã de Kristi e aparece na sequência. Pelo contexto, a história do segundo filme ocorreu primeiro, ou seja, os “maus espíritos” atormentaram a família de Kristi antes de irem atrás de Katie. Grande sacada! Já o final, horrível.

Atividade Paranormal 2 é menos assustador e mais intrigante que o anterior, tudo porque agora tem uma história, um porque dos fenômenos estarem acontecendo, e isso criou um zona de conforto para espectador, que se deparou com uma história mais bem desenvolvida. Dessa vez, o medo dos personagens ficaram mais em evidência, ao invés de simplesmente mostrá-los dando gritos pela casa. Vale muito a pena assistir ao filme, e com certeza, vem mais Atividade Paranormal por aí.

SPOILER Me expliquem como aquele bebê subiu novamente no berço quando “forças sobrenaturais” o tiraram de lá? Duvido muito que, após ter voltado ao quarto, o mau espírito camarada o tenha colocado de volta!

Por: Denise Carvalho


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

3

Brilho de uma paixão

Bright Star (2009)


“Brilho de uma paixão” é um presente para os românticos e apreciadores de longas que cultuam o amor. John Keats (1795-1821) foi um dos maiores nomes do romantismo na Inglaterra, que viveu para sua poesia e amou ardentemente Fanny Brawne (1800-1865), sua musa. Muita gente pensa que “Brilho de uma paixão” é uma adaptação literária, mas não é. O filme é baseado na vida de John Keats, só que, sob o ponto de vista de Fanny.

A história se passa na Inglaterra em 1819, Fanny (Abbie Cornish) e Keats (Ben Whishaw) eram vizinhos e apenas uma parede os dividia. Fanny era muito sociável e passou a visitá-lo com frequência, chegando até a pedi-lo que a desse aulas sobre poesia. Esse não é o tipo de filme que usa como muleta certas expressões que esfregam na cara do espectador que logo logo eles vão se apaixonar. Tudo acontece naturalmente, tanto que fica dificil perceber onde a relação dos dois começou. Cada encontro era como se fosse o primeiro. “Brilho de uma paixão” é inocente, delicado e apaixonante.

Seria muito fácil rechea-lo de clichês, afinal, o amor de ambos só não foi consumado porque Keats morre aos 26 anos de tuberculose... Mas, a vencedora do Oscar Jane Campion se arriscou numa história que, previamente, agradaria apenas aos ingleses e amantes da poesia, e inovou o gênero (que está bastante saturado por sinal).

Podemos dizer que os poemas tornaram-se os protagonistas do longa, sendo que cada palavra que Fanny e Keats trocavam, fazia menção à alguma obra e procurava sempre expressar o amor que sentiam um pelo outro. “Brilho de uma paixão” é um ótimo romance/drama, e possui, sem dúvida, uma fotografia impecável!

Curiosidade: Carta que John Keats escreveu para Fanny Brawne quando estava na Itália.

Por: Denise Carvalho

terça-feira, 19 de outubro de 2010

0

Educação sexual às avessas

Confesso que fiquei com frio na barriga quando aluguei esse filme, mas depois a sensação passou, afinal estamos falando de Woody Allen. Resultado: fiquei apaixonada pela sequência de esquetes - pra não falar filme.

“Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” (1972) é pouco convencional, e serviu para testar a capacidade do diretor como o gênio da comédia. Posso estar sendo pretensiosa, mas ele é um dos poucos que consegue lidar com o gênero de uma forma inteligente e sem vulgarizar. Baseado no livro homônimo de David Reuben, a película tem a missão de tirar dúvidas sobre sexo.

Considerando que sua produção se deu nos anos 70, os questionamentos podem parecer banais aos olhos de hoje. O que é sodomia? Os afrodisíacos realmente funcionam? Porque algumas mulheres não chegam ao orgasmo? Essas são algumas das perguntas que dão origem as esquetes – que ao total são sete - desde o bobo da corte tentando abrir o cinto de castidade da rainha, interpretada por Lynn Redgrave, a espermatozóides refletindo sobre a famosa corridinha até o óvulo.

Antes de se aventurar nessa bomba de irreverência proposta por Allen, certifique se você está realmente interessado, porque é preciso muita malícia e senso de humor para se encantar por essa produção. “Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar” é engraçado, constrangedor e exagerado, diferente de tudo o que Woody Allen já produziu.



Ficha Técnica

Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Ano de lançamento: 1972
Elenco: Burt Reynolds, Lynn Redgrave, Woody Allen,Tony Randall, Louise Lasser, Gene Wilder

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

0

Os clássicos do romance

Para quebrar um pouco o clima - depois de tantas postagens sobre terror e suspense – indico a vocês 3 filmes que até hoje fazem nosso coração bater mais forte. Foi difícil fazer essa seleção, afinal, são tantos os que merecem destaque. Portanto, escolhi meus favoritos!


Aconteceu naquela noite (It happened one night, 1934)



Garota rica mimada foge de casa e jornalista desempregado encontra o furo perfeito. Quem disse que daí não pode surgir uma grande história de amor? Frank Capra e suas comédias marcaram a era de ouro do cinema e em 1934 ele produziu/dirigiu uma das comédias românticas mais ternas de todos os tempos. Vencedor do Oscar de melhor, filme, diretor, ator, atriz e roteiro, Aconteceu naquela noite consegue captar de uma forma divertida e apaixonante a cumplicidade que uniu os dois personagens. (Trailer)
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 105 minutos
Direção: Frank Capra
Roteiro: Robert Riskin, Samuel Hopkins Adams
Produção:Frank Capra, Harry Cohn
Elenco: Clark Gable, Claudette Colbert, Walter Conolly

Casablanca (1942)



Nenhum outro filme é capaz de melhor representar o amor no cinema como em Casablanca. Durante a Segunda Guerra Mundial, Rick (Humphrey Bogart) e Ilsa (Ingrid Bergman) retomam um romance mal resolvido que havia começado em Paris. É impressionante como um filme de quase 70 anos ainda consegue nos emocionar tanto. Só vendo para enxergar a verdadeira essência dessa marco do cinema. (Trailer)
Gênero: Drama
Duração: 102 minutos
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Julius J. Epstein, Philip G. Epstein e Howard Koch,baseado em peça de Murray Burnett e Joan Alison
Produção: Hal B. Wallis
Elenco: Humphrey Bogart, Ingrid Bergman, Paul Henreid,Claude Rains, Conrad Veidt, Sydney Greenstreet

Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961)



Baseado num romance de Truman Capote, Bonequinha de Luxo é envolvente e sedutor. Holly Golightly é uma garota boêmia que leva a vida descompromissadamente, sobrevivendo de presentinhos de admiradores. Paul, interpretado por George Peppard é seu vizinho, com quem ela cria fortes laços de amizade, que mais tarde resultarão numa das cenas mais belas do filme - quando Hepburn e George se beijam na chuva ao som de Moon River. Audrey Hepburn nunca esteve tão deslumbrante, impossível não se apaixonar pela obra! (Trailer)
Gênero: Drama
Duração: 115 minutos
Direção: Blake Edwards
Roteiro: George Axelrod, baseado em livro de Truman Capote
Produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen

domingo, 17 de outubro de 2010

0

Meu top 3 de Alfred Hitchcock

Mestre do suspense e genialidade são sinônimos de Alfred Hitchcock! "A história do cinema está cheia de cineastas que parecem verdadeiros autores - cineastas cuja obra tem consistência de expressão e parece demonstrar, antes de mais nada, o talento artístico e as convicções de uma única pessoa." Hitchcock é uma delas! É inegável que o diretor ainda inspira os amantes da arte e profissionais da área, que sabem dar o devido valor a esse legado; as películas mais angustiantes da história do cinema. Nascido em Leytonstone, Londres, no dia 13 de Agosto de 1899, Hitchcock foi criado por pais rígidos, que o punia severamente. Ele chegou até a ficar preso por alguns minutos, tudo porque contrariou seu pai ao insistir em viajar de ônibus interurbanos. Talvez daí surgiu sua fobia por policiais, tema frequente em vários de seus longas. Quem não conhece os clássicos do diretor, com certeza já ouviu algum comentário sobre ele após a exibição de algum filme de suspense. Fato que ocorreu comigo recentemente quando assisti Ilha do Medo (Shutter Island, 2010) de Martin Scorsese. Todo o clima tenso que compõe as produções de Hitchcock são logicamente acompanhadas por uma trilha sonora, que nesse caso, tem nome e sobrenome, Bernard Herrmann (1911-1975). O compositor teve suas trilhas utilizadas em diversos filmes do diretor, como Um Corpo que Cai (Vertigo, 1958) e Intriga Internacional (North By Northwest, 1959). Mas o marco mesmo foi em Psicose (Psycho, 1960), exatamente na cena em que Janet Leígh é esfaqueada no chuveiro.

Sem mais delongas, indico a vocês agora, três grandes filmes do cineasta, obviamente os meus favoritos.

Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)


"A apoteose de todas as fixações psicossexuais ardentes e mal reprimidas de Hitchcock, Janela Indiscreta é também provavelmente (com a possível exceção de Um Corpo que Cai, de 1958) a mais bem-sucedida mistura de entretenimento, intriga e psicologia da extraordinária carreira do diretor" (livro: 1001 filmes). Um fotógrafo de sucesso, vivido pelo incrível James Stewart, é afastado do trabalho por causa de uma perna quebrada, a partir daí ele encontra no ócio um passatempo bem estimulante, o voyeurismo. "Jeff" (Stewart) começa a espiar seus vizinhos através da janela de seu apartamento e usa essa obsessão como um escape de uma relação séria com a estonteamente e mais bela impossível, Grace Kelly. Janela Indiscreta não permite que o espectador desvie o olhar um só segundo, principalmente quando Jeff desconfia que um dos vizinhos matou a esposa. "Nós, os espectadores, somos hipnotizados pelas ações dos personagens, que, por sua vez, estão hipnotizados pelas ações de outros personagens". Além desse mistério envolvente, sensual e dotado de humor negro, a vida entre quatro paredes das pessoas do vilarejo torna-se um atraente para quem está dentro e fora da tela.


Os Pássaros (The Birds, 1963)


É angustiante, claustrofóbico e pavoroso! Os Pássaros não tem uma explicação lógica, afinal, as aves aparentemente dóceis, atacam sem aviso prévio a cidadezinha de Bodega Bay. Esse não é um filme que se explica, mas que se sente. A maioria das cenas, logo após Tippin Hendren ser atacada por uma gaivota, são completamente tensas, já que a intenção dos pássaros é matar. Produzido e dirigido por Hitchcock, o longa é uma de suas principais produções, sendo referência de diversas obras posteriores de outros cineastas.

Festim Diabólico (Rope, 1948)


Festim Diabólico é um filme repleto de experimentações, e nem por isso deixa de ser um emocionante suspense de Alfred Hitchcock. Tecnicamente, o diretor enfrentou muitos desafios, já que o longa foi filmado em apenas um plano dividido em tomadas de 10 minutos cada (o máximo que um rolo podia ter). Para não revelar as emendas, ao final de cada rolo a câmera focava um lugar escuro - na maioria das vezes um paletó – e assim era feita a troca. Hitchcock chegou a chamar o longa de armadilha. Isso porque, com essas técnicas de filmagem, Festim Diabólico era praticamente uma peça teatral, tornando-se um desafio. Contando mais uma vez com James Stewart, a trama se passa dentro de um apartamento, onde dois rapazes, Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger), matam seu amigo David em busca de fortes emoções e pela sensação de cometer o crime perfeito. Os dois escondem o corpo num baú, que vai servir como mesa de jantar na festa que eles organizaram logo após o assassinato. O filme consegue manter a tensão dentro do mesmo cômodo o tempo inteiro, tendo apenas os personagens para manter o suspense da obra. Festim Diabólico é incrível e prova que um filme de conteúdo não precisa de efeitos especiais.

Foi uma tarefa quase impossível escolher apenas três filmes, mas mesmo assim, não posso deixar de citar outras obras de peso do diretor. O Homem que sabia demais (1934), Rebecca - a mulher inesquecível (1940), Interlúdio (1946), Um corpo que cai (1958), Intriga Internacional (1959), Psicose (1960), Frenesi (1972) etc.

1

Irreversível

(Irreversible, 2002)



São poucos os filmes que fazem nos sentirmos estranhos, como se levassemos um soco no estômago. As maiores experiências desse tipo, são com o cinema marginal. A crueza que os fatos são retratados por esse cinema são muito realistas, colocando o telespectador dentro do filme, para sentir as dores dos personagens. Gaspar Noé sabe muito bem nos proporcionar essa mistura de sentimentos.

Pra começar, Noé é um diretor ousado. Quem mais teria coragem de fazer um filme ao contrário, do final pro começo? E quando eu digo do final pro começo, é no pé da letra. As primeiras imagens, são os créditos, e logo depois, o final do filme. E a trama vai mostrando as caras assim, como eu disse: do final pro começo.

A história, confusa no inicio, começa a tomar forma depois de meia hora de projeção. Antes disso, nada é explicito. As imagens que seguem não fazem sentido, mas com o passar do tempo, as peças da trama se encaixam. Resumindo a sinopse: Marcus e Pierre vão atrás do cara que violentou Alex, mulher de Marcus. A trama parece ser simples, mas não é. Vai além disso.

São poucas as palavras que podem ser usadas para resumir esse filme, mas uma delas é: Maldito. Umas duas cenas nunca mais sairão da sua cabeça. A tão comentada cena do estupro é uma delas. Uma sequência longa e sem cortes de uma das piores cenas que eu ja vi na vida. Não imagino o que uma mulher deve sentir vendo essa cena, desde que sou homem, mas mesmo assim senti o sofrimento da linda "Monica Belluci".

A câmera de Noé pode ser incômoda no começo, desde que não fixa rosto em diálogos, move-se freneticamente pelas cenas que decorrem e o pior de todos é que ela gira constantemente, mas logo, acostuma. E nas mãos do gênio, isso acaba se tornando um fator positivo e algo macabro que brinca com o telespectador. Em certas cenas de impacto, dando o exemplo do estupro de novo, a câmera fica quase que imóvel, causando espanto no espectador, que espera ansioso a câmera começar a girar e a cena novamente mudar. A título de curiosidade: a edição do filme, como em "Sozinho contra todos", é perfeita. 

Gaspar Noé transmitiu para as telonas um filme necessário para a história do cinema; Um filme que retrata um  dos maiores medos que a mulher de hoje em dia sente. E despido do politicamente correto, ele apresenta uma película completamente cruel, assustadora e genial.

sábado, 16 de outubro de 2010

1

Ensaio (2006)

A relação entre mãe e filho na maioria das vezes não é fácil. Todo mundo tem seu lado rebelde e confortador, e como o César mesmo disse, "não importa nossa idade; não importa nosso estado; não importa o momento; o que realmente importa é: essa pessoa que sempre estará ao nosso lado." Mesmo que atrasado, dedico esse post a todas as mães! O curta pode não ter um happy end, mas nos lembra o verdadeiro significado desse amor maior que o mundo.



Ensaio é um curta bem tocante, que mostra o relação de amor e carinho entre mãe e filho. Marina (Andréa Beltrão) sonha em ouvir eu te amo de seu filho Bruno (Rafael Miguel), mas ele não consegue. Através de uma homenagem que a escola preparou para o dia das mães, Bruno finalmente consegue se abrir.
Emocione-se, chore, reflita e depois...vai correndo pra mamãe dizer EU TE AMO ok? rs.

Ficha técnica

Diretor: Marcio Salem
Elenco: Andréa Beltrão, Rafael MiguelRoberta Rodriguez
Gênero: Ficção
Ano: 2006 (Brasil)
Duração: 20 min
Local de Produção: SP

Clique aqui para assistir ao curta!